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http://www.culturabrasil.org/weber.htm
Os Três Tipos Puros de Dominação Legítima
O texto de Max Weber trata fundamentalmente sobre o tema que ele chama de “Os três tipos puros de dominação legítima”, onde, existe uma relação social de poder desigual, de um lado os que comandam (domina) e outro que obedecem (dominados).
O texto aborda essencialmente sobre as três formas de dominação que o autor define como legítimas, quais sejam: A dominação legal, a dominação tradicional e a dominação carismática.
A dominação legal é aquela onde um grupo submete outro grupo em função de estatutos, ordenamentos e regras, que são impostas ao grupo dominado e que podem ser mudados (desde que na forma da lei) a qualquer tempo pela vontade do grupo dominador.
A obediência é regrada e estabelece a quem e em que medida se deve obedecer. Mesmo quem ordena está obedecendo as regras e em função destas regras, regulamentos ou normas é que emite as suas ordens.
Um exemplo seria o que acontece dentro de fábricas dos mais diferentes tipos, onde um grupo de empregados (assim definidos porque foram “contratados” para executar determinadas atividades considerando-se suas habilitações formais, dentro de uma série de ¨ordenamentos¨ pré-estabelecidos, ou seja carga-horária, férias, 13º salário, remuneração, etc. tendo em contra partida que apresentar resultados como produção, desempenho, qualidade, segurança, assiduidade, etc.)
Weber cita ainda uma outra forma de dominação legítima, a dominação tradicional, significando aquela em que a relação de obediência se da por motivo do hábito, isto é, já faz parte dos costumes e das tradições.
É uma relação enraizada na sociedade. Um exemplo bastante evidente de dominação tradicional é da sociedade patriarcal em que as relações de obediência vão dos filhos (comparados a súditos) em direção aos pais (comparados a senhores feudais).
Para o funcionamento administrativo das sociedades tradicionais, na escolha dos quadros funcionais, são utilizados critérios como fidelidade, parentesco, amizade, onde o necessário conceito de competência, qualificação, imparcialidade, não é considerado, porque as relações dominantes não estão ligadas ao dever ou a disciplina necessária à execução das tarefas do cargo, mas na fidelidade do servidor ao patriarca.
Exemplos característicos deste tipo de dominação são encontrados em empresas familiares, onde existe a figura do “pai-patrão”. Nestas as relações entre família e trabalho são entrelaçadas não conseguindo se visualizar diferenças nas relações entre duas.
Uma terceira concepção de Weber em relação às formas de dominação legítima é descrita, por este, como dominação carismática que, diferentemente da dominação legal, e da dominação tradicional, é fundamentada em virtude da devoção a um líder forte e aos seus dotes sobrenaturais, heróicos, intelectuais ou de oratória.
A relação de subordinação que se dá do dominado ao líder e acontece por que este (o líder) possui qualidades excepcionais.
Todavia, só existe dominação enquanto estas qualidades excepcionais (carisma) da liderança apresentarem resultados, quando estas qualidades passam a falhar a forma de dominação também desaparece.
Podemos citar como exemplo contemporâneo, políticos messiânicos que com discursos altamente demagógicos arrastam multidões, prometem soluções mágicas, que na maioria dos casos não se concretizam e então são rapidamente esquecidos, substituídos e até desprezados. Outro exemplo é o caso de determinadas religiões ou seitas (e aqui não se apresenta nenhum preceito contra ou favor a nenhuma delas) onde “líderes” prometem soluções rápidas para todo o tipo de problema.

4 Comments:
Oi Elizabeth!
Fizestes um bom resumo das idéias do texto. Seria interessante levar as tuas reflexões sobre Weber e Durkheim para o nosso forum lá no Rooda.
abraço,
Suzana
Beth,
adorei teu texto, está claro, objetivo e de fácila entendimento. A tua análise está ótima, também acho que devemos lutar contra a dominação, porém não estamos preparados para viver sem algum tipo de domínio. Espero que no futuro isto possa acontecer...
Elizabete!
As leituras que nos foram propostas estão deixando algumas questões que podemos trazer para a atualidade na sociedadeem que vivemos, onde uns mandam e outros obedecem.Abraços Marlene
Oi Elizabeth!
WEBER fala em seu tempo,de uma relação social desigual,de quem domina e os que são dominados.Penso que essa relação está enraizada em nossa sociedade, e você exemplifica muito bem no seu texto,quando fala o que acontece dentro das fábricas.Grupos de empregados submetidos a ordens e tarefas, sem o direito de contribuir com opiniões ou idéias,simplesmente contratadas para desempenhar tarefas já estabelecidas.
Abraço!!!
Neusa
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